Medicina Tradicional

VS Medicina CONVENCIONAL

Osteopata Claudio Pestana - Cascais e sintra

Cláudio Pestana

MEDICINA TRADICIONAL VS MEDICINA CONVENCIONAL

Medicina Convencional

 O termo “medicina convencional” traduz-se na medicina que comumente vemos nos hospitais em PORTUGAL e nos países considerados desenvolvidos, é a ciência que procura, tratar e curar doenças através do uso de medicação, concentrando-se em maior medida nos sintomas isolados ao invés das causas que os originam.

 Baseia-se muitas vezes em medicamentos, que produzem efeitos diferentes para os sintomas que se deseja combater, ao contrário da homeopatia, que se concentra principalmente na cura dos sintomas usando medicação que produz efeitos semelhantes.”

A medicina convencional baseia-se no princípio da oposição, generaliza tratamentos em planos padronizados e procura a cura da doença nos seus meios terapêuticos baseados no que tem sido chamado de “Medicina Baseada em Evidências” (MBE). Isso refere-se ao facto de que as decisões correspondem a um uso racional, explícito, criterioso e atualizado pelos melhores dados objetivos, aplicados ao tratamento de cada paciente. Os dados científicos mais utilizados são derivados de ensaios clínicos controlados, estudos de investigação secundária, investigações de vigilância farmacológica pós-comercialização, meta-análises, revisões sistemáticas ou análises económicas. Pode-se dizer que a medicina convencional fragmenta a doença em porções para ser estudada e tratada por especialistas diferentes. O processo da medicina convencional que mais se assemelha à Osteopatia, é a fisioterapia.

O que é fisioterapia?

A fisioterapia é uma área de saúde que oferece uma alternativa terapêutica não farmacológica que, em muitos casos, ajuda a aliviar os sintomas de múltiplas enfermidades, agudas e crónicas. Baseia-se no tratamento de uma doença, lesão ou comprometimento das articulações ou dos músculos utilizando exercícios, massagem e uso de luz e calor. Frequentemente a fisioterapia assim como a Osteopatia estão relacionados à massagem, mas o seu arsenal de técnicas terapêuticas é muito mais amplo. O Fisioterapeuta como agente de saúde, trabalha pela prevenção, cura e tratamento de problemas musculoesqueléticos e posturais. Partindo do conceito atual de Saúde, os fisioterapeutas atuam em três níveis: primário (prevenção, educação e habilitação), secundário (processo curativo) e terciário (tratamento da recuperação funcional em patologias e processos já estabelecidos e crónicos. A prática da fisioterapia utiliza medicação para complementar o processo de cicatrização.

Medicina tradicional

A Organização Mundial de Saúde define medicina tradicional ou popular como práticas de saúde, abordagens, conhecimentos e crenças, que incluem terapias com ervas, e ou minerais que são principalmente praticados em países subdesenvolvidos. Outras formas deste tipo de medicina são aplicadas sem qualquer tipo de medicação, como a acupuntura ou terapias naturais ou espirituais. Medicina indígena, medicina chinesa, medicina ayurveda, etc, são sistemas de cura tradicionais cujas origens remontam a milénios atrás e ainda hoje são aplicadas, embora infelizmente levadas menos a sério são medicinas muito mais antigas que a medicina convencional, ou seja, com muito mais anos de evolução e experiência.

Nos países desenvolvidos, no entanto, é a medicina convencional que prevalece, ou seja, que se foca na administração de medicação ou cirurgias, após a aplicação de diversos e sofisticados meios de diagnóstico.  A Medicina tradicional embora com tendência para aumentar, é ainda pouco usada e é por isso que é chamada de “terapias alternativas ou complementares”.

Os altos custos da medicina convencional, dificultam o acesso a esse serviço para grande parte da população dos países não desenvolvidos, além de despersonalizados: a medicina atual é tão fragmentada que cada especialista cobre apenas a área de sua responsabilidade. Cada especialista lida com diferentes órgãos e são tratados sintomas sem se ter uma visão abrangente da pessoa doente. Existe, no entanto, um número significativo de pessoas que pode pagar tratamentos médicos convencionais, mas que preferem recorrer a terapias alternativas.

É curioso que agora, apesar do grande progresso científico, este regresso às medicinas tradicionais ocorra. Talvez a grande riqueza de conhecimento contribuída por gerações de grupos sociais que viveram em contato próximo com a natureza, e que consideram a pessoa como uma integridade em harmonia com o meio ambiente, esteja finalmente a ser reavaliada. Esse conhecimento vem da sabedoria daqueles que tentaram e usaram estas formas de cura durante centenas de anos.

Em muitos casos, a indústria farmacêutica não fez nada mais do que tornar medicação natural e explorá-la comercialmente na forma de medicação convencional. Um exemplo claro disso é a aspirina: o ácido acetilsalicílico é o analgésico mais usado no mundo e é vendido sob diferentes nomes comerciais. No entanto, há três mil anos, civilizações como os egípcios e os povos da Mesopotâmia asiática usavam a casca e a seiva do salgueiro assim como a Planta Filipendula Ulmaria, exatamente por conterem na sua composição ácido salicílico, para alivio das dores, febre etc, mais tarde Hipócrates (460-370 A.C.), recomendava o mesmo às mulheres durante o parto para o alívio da dor.  O nome cientifico da planta Filipendula ulmária, no século XIX era Spirea ulmária e foi esta planta que deu o nome ao medicamento – “spirsaure” para ácido salicílico – e foi nesta junção que nasceu o nome aspirina (ácido acetilsalicílico). O “a” refere-se ao grupo “acetil” que foi adicionado ao “spirsaure”. O “in” era uma forma comum de terminar os nomes dos medicamentos naquela altura). Como pode ser visto, os chamados medicamentos “alternativos” são frequentemente a base da medicina convencional.

Uma das práticas da medicina tradicional é a Osteopatia.

A Osteopatia

Osteopatia pode agora ser definida como uma ciência, uma arte ou uma filosofia. Osteopatia é um tipo de medicina alternativa ou tradicional que incentiva reajustes manuais, libertação miofascial e outras manipulações físicas de tecido muscular e articulações. Uma das práticas que faz da osteopatia uma medicina alternativa ou tradicional é a crença de que o tratamento deve excluir o uso de medicação.

Até agora, a Osteopatia provou ser uma das práticas em maior desenvolvimento na medicina tradicional. A Osteopatia foi descoberta no ano de 1874, por Andrew Taylor Still, que achava que havia uma relação direta entre as doenças sofridas pelas pessoas e os problemas de postura corporal. Este médico veio para estabelecer que todos os elementos que compõem a estrutura do corpo, ou seja: ossos, órgãos, tecidos, fluidos e articulações estão interligados de uma maneira integral e que, portanto, qualquer coisa que afete esses elementos afetará toda a produção de várias doenças que são inevitavelmente refletidas no indivíduo. Tratar o corpo de maneira integral, como um todo, formava assim um sistema de diagnóstico e tratamento; focado em melhorar a maneira como todos os elementos que o compõem interagem entre si. A má alimentação, más posturas, poucas horas de sono, cansaço excessivo, stress, preocupações e tudo o que nos causa, desconforto na vida diária, de uma forma ou de outra, afetam o bom funcionamento do nosso corpo. A disciplina criada por Andrew Taylor Still denominada Osteopatia é um tipo de tratamento terapêutico aplicado por um especialista que, através das mãos, consegue perceber se existem tensões no corpo do paciente produzidas pelos elementos listados acima. Este conjunto de fatores podem causar doenças de todos os tipos, que podem afetar o sistema nervoso, músculos, órgãos e até mesmo o próprio cérebro.

Quantos tipos diferentes existem?

De acordo com a parte do corpo que será tratada, os tipos de Osteopatia foram predeterminados, no seguinte:

  • Estrutural: Focado em rever tudo sobre as dores e doenças relacionadas à estrutura do esqueleto e à má postura que pode afetar o indivíduo. Concentra-se nos ossos/articulações e na mobilidade que devem ter para que os órgãos e tecidos tenham o seu movimento normal.
  • Visceral: Foca-se em melhorar a circulação sanguínea e a mobilidade que afeta os órgãos para que eles possam cumprir as suas funções adequadamente, complementando o benefício que a disciplina estrutural traz.
  • Sacrocraiana: Quando os sintomas do paciente estão relacionados com a mobilidade e funções cerebrais, o terapeuta utiliza variadas técnicas cranianas, de modo a facilitar o seu bom funcionamento.
  • Psicossmática: É um processo terapêutico em que libertamos a nossa mente e corpo dos fatores sociais e psicológicos que estão associados a reações negativas, essas emoções podem afetar determinadas estruturas do nosso corpo, originando disfunções.

Não devemos esquecer que a Osteopatia não divide o ser humano, mas concentra-o como um todo, onde qualquer mau funcionamento nos componentes do corpo desencadeará uma série de doenças que são um sinal claro de que o organismo não está adequadamente equilibrado.

O ideal seria os dois tipos de medicina “Convencional e Tradicional” caminharem lado a lado, e serem utilizadas em conjunto. Em muitos hospitais Públicos de certos Países, como a China e a Inglaterra, isso já acontece. Em Portugal começa a ver-se em clínicas privadas, esperemos que de Futuro todas as Pessoas tenham acesso facilitado aos dois tipos de Medicina. Os dois têm coisas boas e diferentes tipos de tratamentos e formas de diagnóstico adequados a determinado tipo de patologias, e na minha opinião o complemento dos dois seria ideal para tornar os tratamentos mais completos.

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